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Editorial

Reformar o que, por que e para quem?

Universidade é lugar de exercitar a mente, mas o corpo também

Luiz Felipe Fernandes*

O clamor por reformas estruturais não é pauta nova no Brasil. As atuais configurações sociais e econômicas do país exigem garantias legais mais modernas, mais justas e melhor alinhadas às necessidades da população. O debate público deveria ser a tônica para a elaboração dos termos dessas reformas, mas os diversos interesses que entram em cena nesse processo geram informações incompletas, obscurecidas por articulações e manobras políticas. O assunto domina o noticiário e as discussões cotidianas, mas o resultado é o mesmo: muito se fala, mas pouco se explica.

Para contribuir com o debate, o Jornal UFG, em parceria com a Rádio Universitária e a TV UFG, traz nesta edição diferentes pontos de vista em relação à reforma trabalhista. Defendida como uma necessidade urgente pelo governo federal, a proposta tem sido alvo de manifestações contrárias por uma parcela da sociedade. A diversidade de opiniões foi garantida com a participação de representantes de diferentes setores: sindicato de trabalhadores, indústria e academia.

Já a reforma da Previdência ganha um novo olhar por meio da pesquisa realizada pelo professor da UFG Tadeu Arrais. O estudo aponta que as mudanças na legislação previdenciária propostas pelo atual governo colocam em risco os trabalhadores rurais. Em entrevista à repórter Camila Godoy, o professor explica que a reforma erra ao equiparar trabalhadores da cidade e do campo. Analisando a origem dos recursos que podem abastecer a Previdência, o professor também desconstrói o discurso do déficit nas contas públicas neste setor.

Por fim, as boas vindas desta edição vão aos novos estudantes da Regional Catalão, que começam o ano letivo neste mês de abril. A eles e aos demais acadêmicos da UFG fica o convite para conferir a matéria sobre práticas esportivas flexíveis e dinâmicas. Falta de tempo não será mais desculpa para não sair do sedentarismo. A reportagem traz os locais em que é possível praticar atividades físicas em todas as regionais da UFG. Afinal, universidade é lugar de exercitar a mente, mas o corpo também!


*Coordenador de Jornalismo da Ascom

Categorias : editorial Edição 86

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