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Integridade e ética na extensão

A Pró-reitora Adjunta de Extensão e Cultura, Claci Fátima Weirich Rosso, é quem escreve para a coluna nesta edição

Claci Fátima Weirich Rosso é Pró-reitora Adjunta de Extensão e Cultura

A extensão universitária tem o importante papel de promover a interação entre a universidade e a sociedade, socializando os conhecimentos acadêmicos através da troca de saberes acadêmicos e populares, concebida como um processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa. Neste sentido, a integridade acadêmica e a ética na extensão devem ser conduzidas com os mesmos princípios que norteiam a pesquisa e o ensino. Portanto, é necessário definir a má conduta e o equívoco acadêmico na extensão e definir como proceder no sentido de contribuir para corrigir e assegurar a credibilidade da extensão universitária.

 

O Comitê de Integridade Acadêmica (CIA), recentemente criado na UFG, está composto por representantes das grandes áreas do conhecimento, das Pró-Reitorias de Graduação, Pós-Graduação, de Pesquisa e Inovação, de Extensão e Cultura, dos Comitês de Ética em Pesquisa e representantes da Regionais. O CIA tem promovido debates em oficinas e workshops sobre a integridade e a ética na pesquisa, ensino e extensão, considerando como má conduta na extensão “faltar com a responsabilidade assumida; não prestar contas dos resultados”, entre outras ações que intencional ou por negligência podem depreciar ou desqualificar a universidade, sua comunidade ou a comunidade externa. Também é necessário estar atento ao plágio, que pode estar presente na produção acadêmica em todos os níveis.

 

... é necessário definir a má conduta e o equívoco acadêmico na extensão e definir como proceder no sentido de contribuir para corrigir e assegurar a credibilidade da extensão universitária

 

Mas ainda são incipientes a discussão e as diretrizes sobre a integridade e ética para nortear os projetos de extensão que trabalham com vários seguimentos da sociedade, como comunidades vulneráveis, crianças, idosos, indígenas, comunidades quilombolas, entre outras. Docentes, técnico-administrativos e coordenadores de projetos de extensão têm demonstrado preocupação com aspectos éticos na extensão, principalmente no que diz respeito à publicação de artigos de extensão, produção de material audiovisual, livros didáticos e técnicos, como produtos dos projetos de extensão, nos quais podem conter imagens, relatos e dados destas comunidades.

 

Se faz necessário ampliar o debate sobre integridade e ética na extensão e contar com a colaboração da comunidade acadêmica para apresentar diretrizes mais consolidadas. Neste sentido, a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura promoverá o primeiro Simpósio de Qualidade na Extensão, no dia 30 de agosto deste ano, sendo um dos temas a ser abordado a ética e a integridade na extensão. Com isso, contribuímos para o fortalecimento e credibilidade da extensão universitária e, consequentemente, da UFG.

Fonte : Ascom UFG

Categorias : Caminhos da Pesquisa Edição 86

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