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A boa conduta acadêmica levada a sério na UFG

A Presidente do Comitê de Integridade Acadêmica da UFG, Tatiana Duque Martins, é quem escreve para a coluna

Tatiana Duque Martins – Presidente do Comitê de Integridade Acadêmica da UFG

Apesar da curta história do Comitê de Integridade Acadêmica da UFG (CIA), as facilidades que o grupo tem encontrado para pôr em prática suas atividades de informação, educação e prevenção à má conduta acadêmica são de impressionar. O interesse que os programas de pós-graduação da Universidade demonstraram ter sobre a prevenção de más condutas nas atividades acadêmicas e sua busca por informação, culminou em diversas palestras e aulas inaugurais ministradas pelo grupo do CIA em vários programas de pós-graduação. Principalmente o envolvimento dos estudantes e seu ávido interesse por informação alimentaram a vontade dos membros do CIA em buscar mais. Devido a isso e, também, com o apoio de pessoas da equipe das Pró-reitoria sde Pesquisa e Pós-graduação (PRPI e PRPG), em novembro de 2016 foi realizado na UFG o IV Encontro Brasileiro de Integridade na Pesquisa, Ciência e Ética na Publicação (BRISPE).

Embora o tratamento das más condutas acadêmicas no Brasil seja ainda incipiente e casuístico, o fato de o BRISPE existir e se propor, a cada edição, a conscientizar pesquisadores e estudantes de seu papel enquanto cientistas, produtores e transmissores do conhecimento e de seu dever para com a sociedade, indica uma urgência nas ações de prevenção às más condutas e um amadurecimento do pensamento ético e moral da comunidade científica brasileira. Diferentemente do que se preconceitua, ações de prevenção à má conduta acadêmica não implicam em desconfiar da honestidade empregada nos trabalhos científicos e artísticos, mas sim em garantir a lisura das produções acadêmicas, como resultado que são, de metodologias desenvolvidas para a observação rigorosa dos fenômenos e para a análise isenta e criteriosa dos dados coletados, aplicados por pessoas íntegras e comprometidas com o saber, características inatas dos profissionais da academia.

O que de mais relevante este encontro trouxe foi o debate sobre as relações entre mentores e aprendizes, orientadores e orientados, autores e colegas revisores, pesquisadores e agências de fomento. Essas relações são fundamentais para a execução do trabalho científico e acadêmico. Compreender os obstáculos que existem para o bom relacionamento em todas as fases do desenvolvimento laboral pode ser o que falta à comunidade científica brasileira para marcar de vez seu espaço na ciência internacional.

Não é por acaso que o CIA tem concentrado suas primeiras ações na conscientização dos futuros cientistas formados na UFG. Todo produto científico, cultural e artístico produzido na Universidade está fadado à eternidade. A publicação não é o fim de um trabalho, é seu início, seu nascimento no rol do conhecimento. Se, com ações de informação e educação, a UFG for capaz de formar em seus acadêmicos o mais apurado senso de honestidade e dedicação, então estará garantindo um futuro brilhante para sua contribuição à sociedade: produtos íntegros, honestos, fruto de mentes brilhantes e dedicadas ao saber, sem a contaminação do “levar vantagem”, do “jeitinho” que tem sido o estigma de nosso povo lutador e capaz e que não quer fazer jus a essa fama. Com esse objetivo, a edição IV do BRISPE foi realizada na UFG. Como meio inspirador e renovador do sentimento de responsabilidade que a instituição tem para com a comunidade e para com sua produção.

As ações do CIA continuam! Em março o Comitê será responsável por ministrar uma disciplina disponível para todos os cursos de pós-graduação da Universidade: Integridade Acadêmica. Informe-se no site da PRPI e na coordenação de seu curso.

Fonte : Ascom UFG

Categorias : Caminhos da Pesquisa Edição 85 BRISPE

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