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Integridade Acadêmica: muito além do “copia” e “cola”

Coordenador de estágios da Pró-Reitoria de Graduação questiona o porquê de convivermos com práticas cotidianas que corrompem a integridade

Lawrence Gonzaga Lopes é coordenador de estágios da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). Também contribuíram neste artigo Miriam Fábia Alves e Luiz Mello de Almeida Neto (Prograd)

A integridade acadêmica nas relações de ensino resulta em formação humana que busca fortalecer os valores éticos, o respeito às diferenças, a retidão nas ações e a honestidade consigo e com os demais. O que parece óbvio e inquestionável, às vezes, é subvertido em práticas cotidianas. Por que convivemos com práticas que corrompem essa integridade? A resposta não é simples e tampouco única, pois há que se pesar a origem multifatorial que conduz às situações com as quais frequentemente nos deparamos no dia a dia do desenvolvimento das atividades no meio universitário.

No Brasil, a má conduta nas diferentes esferas da vida - a famosa cultura do “jeitinho” - se faz presente nas relações políticas, sociais e também familiares, o que tem comprometido a formação das novas gerações em uma cultura de valorização da ética e do cumprimento das normativas da sociedade brasileira. Na universidade, tais práticas se repetem e são materializadas em situações rotineiras em sala de aula ou fora dela, das quais podemos destacar algumas: cópia total ou parcial de trabalhos e projetos da internet; “cola”; desrespeito ao calendário e normas da instituição; apresentação de informações falsas para adquirir vantagens em processos seletivos; ausência em aulas ou atividades acadêmicas planejadas; pouca ou nenhuma adesão em trabalhos em grupo, porém não se eximindo da autoria para recebimento da nota final do grupo; ato escuso para obtenção do trabalho final de curso; invasão de sistema acadêmico, agravado com uso de contas de terceiros; ações e comportamentos desrespeitosos, intolerantes, preconceituosos ou violentos; e, por fim, mentir sobre determinadas ações realizadas.

Na perspectiva de um pensamento global, considerando o indivíduo dentro de seu contexto social, familiar e acadêmico, observa-se que o trabalho mútuo, envolvendo estudantes, professores, gestores e familiares, com base em valores éticos, torna-se imperioso para criar uma nova cultura e motivar práticas concretas de integridade acadêmica. Nessa perspectiva, a universidade sendo lócus importante na formação das novas gerações e dos futuros profissionais, numa concepção humanística e cidadã, deve assumir seu protagonismo e tornar-se uma baliza importante para impedir que condições de má conduta prosperem.

 

 

Fonte : Ascom/UFG

Categorias : Caminhos da Pesquisa Edição 83

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