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Esporte paralímpico na Universidade

Centro de Referência em Halterofilismo Paralímpico instalado na UFG oferece local de treinamento para atletas com deficiência

Integrantes do Esporte paralímpico na Universidade

 

Beatriz Oliveira

O halterofilismo, conhecido também como levantamento de peso, é um esporte que consiste em levantar a maior quantidade de peso possível. É um dos esportes que mais cresce entre os atletas paralímpicos, com cerca de 5,5 mil atletas halterofilistas ranqueados no mundo (dados de 2015). Nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o atleta Evânio da Silva conquistou medalha de prata na categoria até 88 quilos, a primeira do Brasil neste esporte.

Para Helaine Cristina da Silva, que pratica o halterofilismo desde 2009, o esporte a levou a acreditar mais em seu potencial e a aceitar a sua deficiência. “Com o esporte eu pude aprender que eu era uma pessoa igual a todas. Hoje eu tenho mente aberta para isso, me aceito e me amo do jeito que eu sou”, afirma a atleta, que é cadeirante.

O marido de Helaine, Erinaldo Ferreira Lima, o Naldo, também é halterofilista e entrou por acaso no esporte em 2012. Naldo, que é medalha de ouro no Campeonato Mundial de Anões dos Estados Unidos e segundo lugar no Circuito Caixa, afirma que o esporte tem papel fundamental em sua vida e que, mesmo enfrentando uma série de dificuldades, não pretende parar. “Quero ficar velhinho com a barra caindo em cima de mim”, brinca.

 

Naldo segurando pesos na academia

Naldo é medalha de ouro no Campeonato Mundial de Anões dos Estados Unidos

 

Helaine, Naldo e outros seis atletas da equipe goiana de halterofilismo paralímpico fazem seus treinamentos no Centro de Referência em Desenvolvimento do Halterofilismo Paralímpico, instalado na Faculdade de Educação Física e Dança (FEFD) da UFG. Os atletas treinam neste espaço desde maio de 2015 e têm acompanhamento de monitores bolsistas da FEFD e treinadores voluntários.

O Centro de Referência é fruto de uma parceria entre a UFG e o Comitê Paralímpico Brasileiro, que cedeu todos os equipamentos de treinamento. “Além de um local fixo para treinamento para os atletas de alto rendimento, o Centro de Referência representa também novas possibilidades para o esporte e para pessoas com deficiência”, afirma Helaine.

“Acredito que o centro de treinamento pode fazer com que outras pessoas com deficiência entrem para o esporte. Assim teremos um quadro maior de atletas paralímpicos. Ele está aberto tanto para nós que somos atletas de alto rendimento quanto para quem está começando agora”, reforça Helaine, sobre a importância do Centro de Referência. “É importante também para os estudantes de Educação Física, que passam a ter um contato maior com o esporte paralímpico”, completa a atleta.

 

Paralímpico

 

Formação

Segundo a coordenadora do Centro, professora Vanessa Dalla Déa, o espaço é importante para a Universidade porque possibilita o desenvolvimento de pesquisas na área. “Já estamos levando duas pesquisas desenvolvidas no Centro para o Congresso Brasileiro Paralímpico”, afirma. Ainda segundo Vanesssa, a presença dos atletas no espaço de formação de novos profissionais de Educação Física propicia maior interesse dos estudantes e aumenta as probabilidades de que tenhamos mais técnicos interessados em esportes paralímpicos. “Em Goiás, boa parte dos técnicos de esportes paralímpicos não tem formação, principalmente por falta de professores que conhecem os esportes e de patrocínio”, explica.

Centro de Treinamento Paralímpico

Fonte : Ascom/UFG

Categorias : extensão Edição 83

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