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Ciência em rede

Museu de Ciências da UFG reúne acervos de diversas unidades para socializar o conhecimento

museu de ciencia

 

Aline Goulart

Há mais de uma década, discutia-se na Universidade Federal de Goiás (UFG) a composição de uma equipe para pensar a divulgação científica na instituição, dada a importância da ciência para o desenvolvimento do país. Para o professor Edward Madureira, reitor à época, uma política de divulgação científica é essencial para o desenvolvimento do país. “Precisamos despertar nas crianças e na juventude o gosto pela ciência”, considera. Nesse sentido, foi criado um grupo de trabalho para discutir propostas de desenvolvimento da ciência na Universidade, que culminou com a criação do Museu de Ciências da UFG. Composto por 16 núcleos museológicos que abrigam diferentes acervos de todas as áreas de ensino, o museu estabelece uma rede de socialização do saber.

Para Edward Madureira, a Universidade é um espaço natural para surgirem iniciativas dessa natureza. “Precisamos comunicar e levar à sociedade a cultura científica, pois os conceitos básicos devem ser de domínio geral e isso motivará, além da curiosidade, um desenvolvimento natural para o avanço da ciência e da inovação tecnológica”, enfatiza. A proposta do Museu de Ciências da UFG parte de um compromisso social e educativo não só com a comunidade escolar de Goiás e região, mas para a comunidade em geral, voltada para a popularização da ciência, alfabetização científica e tecnológica e a produção do conhecimento, em equilíbrio com as ações de pesquisa e preservação do patrimônio científico e cultural da Universidade.

 

animais taxidermizados do Parque da Ciência Binômino da Costa Lima (Regional Jataí)

Drones do Museu Viver Engenharia (EEMC) e animais taxidermizados do Parque da Ciência Binômino da Costa Lima (Regional Jataí) farão parte da exposição 

 

Exposição

Com o objetivo de apresentar o conhecimento científico produzido na UFG, a equipe do Museu de Ciências trabalha na realização, no ano que vem, de sua primeira exposição, intitulada EntreSaberes: do céu ao solo. O acervo será exposto no Laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Mídias Interativas da UFG (Media Lab). Coordenador do evento, o professor Cleomar Rocha explica que esta primeira exposição do Museu de Ciências vai mostrar as especificidades de cada objeto da mostra com um conceito de universalidade, representando a interdisciplinaridade dos núcleos museológicos.

O tema da exposição está alinhado com a perspectiva da Semana de Ciência e Tecnologia, com o tema Ciência Alimentando o Brasil. Segundo Cleomar Rocha, neste contexto a palavra “alimentar” tem dois sentidos: a produção de itens comestíveis e o alimento como provedor do conhecimento científico. “Nós acreditamos que a Universidade cumpre seu papel social de ‘alimentar’ a partir da ciência produzida aqui”, acrescenta.

A exposição terá acervos de seis núcleos museológicos da Universidade: Museu de Solos (Iesa), Museu Comunitário de Ciências Morfológicas Arlindo Coelho (ICB), Centro Cultural UFG, Museu Viver Engenharia (EEMC), Planetário e Parque da Ciência Binômino da Costa Lima (Regional Jataí). Outros três núcleos participam das ações educativas: Media Lab, Laboratório de Educação Matemática Zaíra da Cunha Melo (IME) e Museu da Informática (INF).

Os acervos serão apresentados em movimento helicoidal – em forma de hélice –, partindo do solo em direção ao céu, passando por animais, corpo humano, arte contemporânea, simulador de voo, drones e, por último, pela projeção planetária no centro da sala. De acordo com o professor Cleomar, os objetos serão mostrados para dar uma ideia de continuidade, com um conceito de universal, propondo uma interatividade das peças expostas.

 

Drone

 

Ações educativas

O projeto expográfico da exposição EntreSaberes: do céu ao solo tem um caráter extensionista, ou seja, uma articulação entre os saberes dos núcleos museológicos que o compõem. De acordo com Cleomar Rocha, a exposição também é um trabalho de educação não formal, uma apresentação sobre o conhecimento desenvolvido na Universidade. “Não é uma aula, nem um curso, é um ensino de extensão que gera um outro tipo de experiência com a matéria do conhecimento”, complementa.

Assim, a exposição poderá ser vista como um retrato do conhecimento científico produzido na Universidade. Para o professor Cleomar, a EntreSaberes está apresentada em dois aspectos: as articulações entre os núcleos, e a pesquisa, o ensino e a extensão presentes na exibição dos acervos. “Nós trabalhamos com ações educativas para incluir no público a ideia de preservação e o ensino dos elementos apresentados para a melhor compreensão dos temas tratados”, afirma o professor.

De acordo com Cleomar Rocha, a Exposição EntreSaberes: do céu ao solo marcará o início das atividades do Museu de Ciências da UFG. “A exposição é um cartão de visitas da Universidade para a comunidade, é a partir disso que nós podemos despertar ou não o interesse das pessoas para a ciência”. Para Cleomar, a inauguração do Museu de Ciências é o maior elemento de ligação da sociedade com a UFG. “É uma prestação de contas essencial para que a maior universidade do estado mostre resultados e ative a produção de conhecimento”, completa.

 

 

Fonte : Ascom/UFG

Categorias : extensão Edição 83 Museu de Ciências

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