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Estampa Moda na escola

Moda na escola

Projeto de extensão da FAV realiza oficinas de moda para alunos de escolas municipais de Goiânia e Aparecida de Goiânia

Giovanna Beltrão

O setor de vestuário é um elemento importante da indústria moderna, além de ter grande relevância socioeconômica e cultural no Estado de Goiás. Pensando nisso, a professora Lavínnia Seabra criou o projeto de extensão e cultura Moda na Escola, onde acadêmicos do curso de Design de Moda, da Faculdade de Artes Visuais (FAV), realizam oficinas criativas para alunos de escolas municipais e estaduais de Goiânia e Aparecida de Goiânia.

Segundo a professora, que também coordena a ação, o Moda na Escola é fruto de inquietações advindas do cotidiano de trabalho dentro de uma sala de aula universitária. “Há algum tempo é possível observar a vontade de alguns alunos em aplicar os conhecimentos adquiridos no curso de Design de Moda, sendo, também, docentes em outros cursos”, explica Lavínnia Seabra.

As oficinas ocorrem em salas de aula – nas escolas – e nos laboratórios de costura, modelagem e design de superfície da FAV. “A ideia é iniciar a prática docente dos alunos do Design de Moda, levando em consideração uma realidade que proporciona novas experiências e dinâmicas de trabalho tanto a esse aluno quanto ao profissional da educação primária, que diariamente enfrenta uma realidade complexa e com poucos recursos”, complementa a professora.

 

Professora Lavínnia Seabra faz demonstração do processo de prensagem da estampa no tecido

Professora Lavínnia Seabra faz demonstração do processo de prensagem da estampa no tecido 

 

Objetivos

O Moda na Escola promove a troca de experiências entre a Universidade, a indústria e a escola, possibilitando a construção de outros métodos de ensino, tendo como mote a economia criativa. Cada parte tem seu papel definido e esses papéis são complementares: a escola oferece novas experiências ao aluno primário, a Universidade faz uso de seu know how e dos futuros profissionais para o desenvolvimento de práticas da economia criativa adaptadas ao ambiente da escola primária, e a indústria de confecção da cidade fornece seus resíduos têxteis para a produção de novos materiais através do design de superfície.

Para Lavínnia, “o trabalho colaborativo entre vários atores promove a troca de saberes dentro de uma metodologia de trabalho que é construída de forma experimental, mas eficaz”. O projeto já promoveu a realização de 12 atividades, entre elas: estampas, desenho para estamparia, reaproveitamento de resíduo têxtil para desenvolvimento de acessórios, stêncil e costura. As escolas são convidadas a participarem e os materiais usados durante as oficinas provêm de doações feitas por confecções.

 

A estudante Amanda Vasconcelos ministra oficina de estamparia

A estudante Amanda Vasconcelos ministra oficina de estamparia

 

Oficinas

A equipe do Moda na Escola é formada por um grupo de 15 a 20 estudantes. A proposta é que esse grupo mude a cada ano, com a entrada de novos integrantes. Segundo Felipe Ribeiro de Rezende, que este ano é responsável pelo gerenciamento da parte de comunicação do projeto, uma das prioridades para esse período é trabalhar a conscientização ambiental e a sustentabilidade. “A moda é um setor que gera muito resíduo e poluição. Por isso, a primeira matéria do projeto [no blog, esse ano] foi sobre sustentabilidade”. Felipe é aluno do 7º período de Design de Moda e destaca, também, a característica interdisciplinar do Moda na Escola: “A visão que o projeto está tomando agora é de criar um ambiente para discutir esses assuntos relevantes em sala de aula, com os professores e alunos, porque é uma questão de conscientização. Tem um cunho social importante”, comenta. 

Esse ano, as ações do projeto foram iniciadas com uma oficina de estamparia criada pela estudante Amanda Vasconcelos Silva, do 7º período. Realizada no final do mês de junho, na FAV, a atividade teve a participação de alunos do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (Cepae) e abordou o processo de criação de estampas. Sobre a experiência de ministrar a oficina, Amanda destaca: “Eu nunca tinha realizado uma oficina, então isso me acrescenta muito na experiência acadêmica. É importante participar de projetos fora da faculdade, que não estão na nossa grade curricular, porque temos contato com outras pessoas que às vezes não conhecem nada de moda”.

Cerca de 30 crianças se envolveram na atividade, que teve apoio da professora Lavínnia Seabra e da estudante Daniela Cândido Ribeiro, que também integra o projeto, além de professoras do Cepae. “Hoje o ensino busca muito isso, a integração e o conhecimento para ser utilizado no dia a dia, não o conhecimento pelo conhecimento. Foi muito interessante para as crianças. São atividades que enriquecem muito o aprendizado delas e realmente ampliam a visão de mundo”, comentou Sílvia Maria Gama Lyra, que compõe a coordenação da primeira fase do Ensino Fundamental do Cepae e acompanhou a oficina.

 

Online e impresso

O projeto Moda na Escola tem também uma atuação online. O grupo de estudantes mantém um blog, uma página no Facebook e um perfil no Instagram, onde compartilham conteúdo sobre as atividades realizadas. O espaço digital atua como uma extensão da troca de saberes desenvolvida nas oficinas e conta com a participação dos alunos de Design de Moda, dos estudantes das escolas participantes e da comunidade.

Além das atividades presenciais e online, o Moda na Escola tem uma proposta didática que levará as experiências desenvolvidas nas oficinas ao formato de livro. Organizada pelos professores Lavínnia Seabra, Elisa Soares Rocha e Ravi Passos, a publicação trata, basicamente, de novas oficinas criativas para serem trabalhadas dentro da sala de aula. A previsão é que o livro seja lançado até o final do ano.

 

 

Categorias : extensão Edição 81

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