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Jornal UFG 80

Brinquedoteca Hospitalar: Diversão é o melhor remédio

Em Catalão, projeto estimula ato de brincar como método terapêutico para crianças internadas

Jornal UFG 80

 

Giovanna Beltrão

O processo de internação infantil pode gerar ansiedade, angústia e tensões tanto na criança hospitalizada quanto em seus familiares. Dessa forma, o ato de brincar no ambiente hospitalar é visto como um método terapêutico que possibilita à criança expressar seus sentimentos e emoções. Diante dessa realidade, professores e alunos dos cursos de Enfermagem, Psicologia e Pedagogia da Regional Catalão da Universidade Federal de Goiás (UFG) criaram o projeto de extensão Brinquedoteca Hospitalar: atuação interdisciplinar, que mantém uma brinquedoteca em funcionamento diário na Santa Casa de Misericórdia do município.

O projeto surgiu de uma disciplina do curso de Enfermagem, na qual o brincar é trabalhado como um instrumento fundamental no cuidar da criança hospitalizada. De acordo com a professora Juliana Martins de Souza, coordenadora do projeto, “a instituição contava com um espaço destinado à brinquedoteca e valorizava a importância do brincar, mas não tinha recursos humanos e materiais para mantê-la”. Em outubro de 2014, os alunos de Enfermagem arrecadaram brinquedos e materiais para decoração do ambiente da brinquedoteca da Santa Casa.

A ação foi registrada junto aos projetos de extensão da UFG com o intuito de estabelecer uma consistência na realização das atividades. Desde então, as crianças internadas são atendidas todos os dias – das 09 às 12h e das 14 às 17h, inclusive em finais de semana e feriados.

Desde o início do projeto, já foram atendidas aproximadamente 600 crianças. Inicialmente, as atividades eram destinadas a pacientes da unidade de internação pediátrica do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2016, no entanto, elas passaram a ocorrer, também, no Pronto Socorro e na unidade de atendimento particular e de convênios.

Predominam, entre as crianças internadas, problemas respiratórios (gripes, pneumonias, asma e bronquite), diarreia, pós-cirúrgicos (apendectomia, herniotomia, fraturas de membros), acidentes de trânsito, acidentes domésticos e patologias diversas. Nos últimos meses, notou-se, também, um aumento nos casos de dengue e H1N1.

 

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Projeto de extensão complementa a educação de estudantes de Enfermagem, Psicologia e Pedagogia


Humanização

A brinquedoteca proporciona um atendimento mais humanizado à criança e sua família. Crianças que se veem em situação de internação ficam submetidas a sentimentos de estresse e confusão, podendo interpretar isso como uma forma de punição.

Segundo Juliana Martins, o brincar ameniza esses traumas, dando à criança uma nova perspectiva do hospital e ajudando-a a se preparar para vivenciar situações com as quais não tem familiaridade. A brincadeira faz parte do processo de recuperação, que é uma modificação da rotina da criança.

Aos alunos de Enfermagem e Psicologia, o projeto “possibilita [...] uma aproximação com os cenários de prática e contato direto com a criança, família e equipe de saúde, permitindo que o aluno relacione as atividades de extensão, pesquisa e ensino”, explica a coordenadora. Além dos turnos na brinquedoteca, os alunos participam de grupos de estudos – juntamente com alunos de Pedagogia – sobre a temática do brincar e a infância. O caráter interdisciplinar do projeto possibilita a integração, a troca de experiências e o fortalecimento do trabalho em equipe.

A brinquedoteca hospitalar atua, também, como uma facilitadora da comunicação entre profissionais da saúde, as crianças e seus familiares, pois propicia tranquilidade, descontração, descanso e aumento da segurança.

 

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Atividades

Na brinquedoteca, há oficinas de desenho, pintura e contação de histórias; além de jogos como boliche, bola, dominó, quebra-cabeça e brinquedos de encaixar. As crianças podem brincar com carrinhos e bonecas e têm, também, momentos com músicas e filmes infantis.

As atividades recreativas são realizadas no leito do paciente ou no espaço da brinquedoteca, levando-se em consideração a vontade e as limitações dos pacientes. Segundo a coordenadora do projeto, logo é possível notar a melhoria na aceitação do ambiente hospitalar, no vínculo e afetividade tanto da criança (paciente) quanto da família (acompanhante).

Categorias : extensão Edição 80

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