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ARTIGO: Más condutas Acadêmicas e o Papel do CIA

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ARTIGO: Más condutas Acadêmicas e o Papel do CIA

Texto: Tatiana Duque Martins*  | Foto: Victor Martins

Tatiana Duque Martins

 

Plágio, falsificações e fabricação de dados, são reconhecidamente as atitudes que mais degeneram a credibilidade de qualquer ciência. Não é por acaso que acadêmicos, cientistas e artistas sempre demonstram preocupação e zelo ao produzir ou avaliar obras, frutos da produção intelectual. No entanto, o fato de não haver diretrizes que tornem possíveis a identificação, a prevenção e o tratamento dessas chamadas más condutas acadêmicas, de modo a evitar injustiças ou omissões, é o que tem afligido a comunidade acadêmica.

É recente a preocupação brasileira em se debater o assunto em prol da criação de diretrizes, normativas e leis que garantam mecanismos de tratamentos hegemônicos para a identificação de más condutas. Desde o II Brazilian Meeting on Research Integrity, Science and Publication Ethics (BRISPE), universidades, agências de fomento e institutos de pesquisa brasileiros vêm trabalhando para promover a integridade nas atividades de pesquisa, ensino e extensão e assegurar a credibilidade da ciência brasileira.

Neste contexto, a UFG não poderia se abster de uma posição e de ser uma das universidades pioneiras na prevenção à má conduta acadêmica. Em resposta a um anseio antigo, mas que tomou corpo na inquietude da administração das Pró-Reitorias de Pesquisa e Inovação e de Pós-Graduação, o Comitê de Integridade Acadêmica (CIA-UFG) foi criado em julho de 2015. Composto por representantes de todas as áreas do conhecimento, das Pró-Reitorias de Graduação, Pós-Graduação e de Pesquisa e Inovação de todas as regionais e dos comitês de ética da UFG, o CIA-UFG conta com 26 membros e tem papel preventivo, educativo e regulatório das más condutas acadêmicas.

Em suas atividades, preza pela observação às diretrizes de integridade acadêmica da UFG, tendo foco na autoria acadêmica, em que exige dos autores a responsabilidade por suas contribuições, bem como assegura seu direito à autoria; na exigência de uma conduta responsável de toda a comunidade; na prevenção de conflitos de interesses, incentivando o bom entendimento entre os envolvidos em uma contribuição acadêmica e na promoção da justa distinção entre má conduta e equívoco acadêmico assegurando o sigilo de todo o processo de averiguação até sua conclusão.

O CIA também tem atuado na prevenção às más condutas por meio de aulas inaugurais de programas de pós-graduação e palestras em eventos, em que os princípios norteadores das boas práticas acadêmicas são apresentados aos estudantes, de modo que, por meio deste primeiro contato, neles se desenvolvam o senso crítico e a preocupação com a observação às boas condutas durante toda a sua formação profissional. Os próximos passos incluem a intensificação das ações educativas, para que abranjam também as realidades dos docentes e servidores da Universidade. Este ano, workshops e eventos serão promovidos em todas as regionais da UFG para tornar a comunidade acadêmica consciente de que o desenvolvimento acadêmico somente é alcançado com a observação às condutas íntegras de trabalho. Já em novembro de 2016, a UFG terá o importante papel de sediar o IV BRISPE em que, pela primeira vez, além do debate sobre políticas e abordagens no combate à má conduta, estudos desenvolvidos por pesquisadores e estudantes serão apresentados à comunidade.

Há muito mais sobre más condutas acadêmicas e a atuação do CIA-UFG a ser descoberto. Divulgação sobre atividades de prevenção às más condutas acadêmicas e formas de promoção à integridade acadêmica podem ser encontradas em <http://prpri.ufg.br> ou por meio de contato com qualquer um de seus membros.

Também neste espaço do Jornal UFG, notícias, textos de opinião, informações sobre as ações do CIA e sobre as práticas incentivadas pela Universidade serão periodicamente publicados, de modo que dúvidas sobre a garantia da integridade acadêmica sejam apreciadas e venham a contribuir para o desenvolvimento da UFG, mantendo sua credibilidade e qualidade sempre inabaláveis.

* Presidente da CIA/UFG

 

O Jornal UFG não endossa as opiniões dos artigos, de inteira responsabilidade de seus autores.

 

Para ler o arquivo completo em PDF clique aqui

 

Categorias : artigo CIA Comitê de Integridade Acadêmica Opinião Edição 78

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