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Diminuindo a distância entre academia e sociedade

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Diminuindo a distância entre academia e sociedade

Projeto de extensão divulga trabalhos científicos em escolas municipais e estaduais de Goiânia

Texto: Angélica Queiroz  | Fotos: Carlos Siqueira

 Graças ao projeto, estudantes de escolas públicas tem oportunidade de conhecer o que é produzido dentro das universidades

Graças ao projeto, estudantes de escolas públicas tem oportunidade de conhecer o que é produzido dentro das universidades

 

Popularizar o conhecimento produzido na universidade e mostrar aos estudantes que a academia não é algo distante de suas vidas. Esses são os principais objetivos do Socializar, projeto de extensão da UFG, apoiado pelo PROEXT/ MEC-SESU, em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência em Goiás (SBPC/ GO), a ONG Cultura Cidade e Arte, e as secretarias municipal e estadual de educação. O projeto leva até as escolas públicas da capital trabalhos de iniciação científica, monografias, dissertações e teses de diferentes áreas do conhecimento.

Coordenadora do Socializar, a professora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFG, Rosália Santos Amorim Jesuíno, que há alguns anos trabalha com outros projetos que também levam informações às escolas públicas, conta que a ideia surgiu em 2014, quando ela fez parte da comissão de organização do 1° Prêmio de Popularização da Ciência da SBPC/ GO juntamente com outros professores da UFG e de outras instituições de ensino. Os 24 trabalhos selecionados pelo Prêmio foram publicados em coletânea, distribuída nas escolas públicas do Estado com o objetivo de divulgar aos alunos um pouco do que é produzido nas universidades goianas.

No entanto, para Rosália Amorim, que sempre se incomodou com a distância entre a academia e a sociedade, isso ainda não era suficiente e uma dúvida a inquietava: “Como fazer para que esse livro seja realmente lido e não fique apenas parado nas bibliotecas?”. A resposta encontrada pela professora foi a criação do projeto que, como o próprio nome diz, socializa o conhecimento. Assim, com a ajuda de bolsistas, a professora escolhe alguns trabalhos e, com o consentimento dos autores, prepara apresentações e expõe nas escolas.


Um aprende com o outro

Rosália Amorim conta que, entre os principais desafios do projeto, está o de transformar a linguagem científica dos trabalhos a serem divulgados em uma linguagem acessível, que permita a compreensão dos estudantes. Por esse motivo, a equipe de bolsistas e voluntários é composta por acadêmicos de áreas distintas do conhecimento. Assim, um ajuda o outro. “É muito importante termos discentes de outras áreas para nos ajudar a traduzir o tema, porque este aluno que não domina o assunto pode suscitar algumas dúvidas compartilhadas pelos escolares. Assim, um aprende com o outro”, explica a professora.

Todos os bolsistas que trabalham no projeto são ex-alunos de escola pública. Rosália Amorim explica que essa é uma característica importante, porque esses bolsistas dão seus depoimentos, mostrando que o acesso à universidade é para todos. “Outro objetivo embutido nesse projeto é mostrar que a universidade é algo possível para todos eles. Nossa equipe sai das escolas e deixa aquela sementinha, deixa os alunos cheios de planos. Isso é o mais gratificante”, relata.

 

Bolsistas que trabalham no projeto são ex-alunos de escola pública e de diferentes áreas do conhecimento

Bolsistas que trabalham no projeto são ex-alunos de escola pública e de diferentes áreas do conhecimento

 

Entusiasmo e surpresa

Muitas vezes, os professores das escolas também ajudam a equipe do projeto a escolher o assunto que se encaixe no perfil da turma naquele momento, aumentando a receptividade por parte dos alunos que, de acordo com a professora, têm acolhido a equipe do projeto com entusiasmo e surpresa, participando das ações com muito interesse. Rosália Amorim conta que, ao final das apresentações nas escolas, são aplicados questionários para avaliar as atividades. Ainda em fase de análise, tais questionários já mostraram o que, segundo a professora, ela já imaginava: “A academia é muito científica e ainda está muito distante da sociedade”.

De acordo com a coordenadora do projeto, grande parte dos estudantes de escolas públicas não tem noção do que é produzido dentro das universidades, mas fica bastante interessada quando têm acesso a esse conhecimento. Com o sucesso das intervenções nas escolas, o trabalho continua. Quando a equipe concluir as apresentações da primeira coletânea, os trabalhos selecionados na 2ª edição do prêmio, publicados em nova coletânea, passarão a integrar o projeto. 

 

Para ler o arquivo completo em PDF clique aqui

 

 

Categorias : Projeto Socializar popularização da ciência escolas públicas Extensão Edição 78

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