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EDITORIAL: Conquistas acadêmicas e sociais

Marca Jornal UFG 72

 

 

Editorial: Conquistas acadêmicas e sociais

Texto: Michele Martins*

A pesar dos esforços em efetivar várias ações afirmativas ao longo da última década, ainda é evidente a ausência de negros/as e indígenas em cursos de pós-graduação e no corpo docente das instituições de ensino superior no Brasil. Na reunião do Conselho Universitário no dia 24 de abril, em mais um esforço para mudar essa realidade, a UFG tomou uma decisão inédita no país: a aprovação da resolução que estabelece a reserva de 20% das vagas dos cursos de mestrado e doutorado de todos os programas de pós-graduação da UFG para pretos, pardos e indígenas.

 

A existência de cotas em alguns programas de pós-graduação já é conhecida no âmbito das universidades federais, tais como: UFBA, Museu Nacional/UFRJ, UFPE, UnB e UFPA; contudo, essa decisão representa uma novidade porque a UFG é a primeira a adotar tal normativa para os 69 programas de pós-graduação que possui. Membros da comunidade acadêmica da UFG e dos movimentos sociais ligados às questões étnico-raciais manifestaram-se com orgulho sobre essa conquista que reforça a política de ações afirmativas da instituição. Leia depoimentos sobre essa conquista nas páginas 14 e 15.

 

Já no campo da segurança alimentar e em relação à preservação ambiental, as universidades públicas também estão entre as principais instituições que contribuem para a garantia de práticas alimentares saudáveis e para alternativas de manejo sustentável das áreas de plantio. Contudo, todo o conhecimento produzido pela universidade somente poderá promover alguma transformação da realidade política, social e econômica, quando for devidamente assimilado, reconhecido e compartilhado. Por esse motivo é que na edição de maio do Jornal UFG, a nossa equipe se empenhou em abordar temas como a agricultura familiar, a produção agrícola e a preservação ambiental.

 

Para marcar o mês de realização da Feira Agro Centro-Oeste Familiar na UFG, nossos leitores poderão conferir uma mesa-redonda sobre agricultura familiar, cujo foco foi a dinâmica em torno da comercialização dos produtos produzidos por agricultores familiares. Atualmente, Goiás têm 90 mil famílias de agricultores familiares (tradicionais e assentadas) responsáveis por 32% do PIB do agronegócio brasileiro. A discussão sobre a comercialização de 87% da mandioca, 70% do feijão e 58% do leite produzidos no país deve ser ampliada na sociedade, na esperança de influenciar a adoção de políticas públicas eficientes para o setor.

 

Na matéria Manejo de produtos minimiza uso de agrotóxicos no cultivo do tomate, saiba como uma pesquisa da UFG procura alternativas para elevar a produção de tomates sem que haja uso indiscriminado de agrotóxicos para garantir elevada taxa de produtividade. Confira, ainda, a matéria Radiografia das Pastagens do Brasil, que informa sobre o projeto multi-institucional que criou um sistema de informações geográficas online, cujo objetivo é identificar e promover o uso mais eficiente das áreas de pastagens. Esperamos que esses e outros assuntos informem e agradem aos nossos leitores.

 

*Coordenadora de Imprensa da Ascom

Para ler o arquivo completo em PDF clique aqui

 

Categorias : Opinião cotas pós-graduação agricultura familiar

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