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Editorial: UFG e a acessibilidade

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Publicação da Assessoria de Comunicação da Universidade Federal de Goiás 
ANO IX – Nº 70 – Março – 2015

Editorial: UFG e a acessibilidade

Texto: Kharen Stecca* | Foto: Carlos Siqueira

 

Editorial Kharen

 

Já faz algum tempo que nossas redes sociais e canais de atendimento têm recebido perguntas sobre as condições de acessibilidade oferecidas pela UFG aos alunos com deficiência, bem como a existência de cotas para acesso a universidade, no entanto, a nossa resposta nem sempre é satisfatória para as pessoas que nos procuram.

A UFG tem, sim, diversas iniciativas com relação ao assunto. Temos os Núcleos de Acessibilidade, que agora trabalham de forma integrada nas regionais da Universidade e que auxiliam pessoas que têm algum tipo de deficiência, sejam alunos, professores ou técnicos-administrativos. Temos reserva de vagas para portadores de deficiência nos concursos da UFG, conforme estabelecido por lei federal e, possuímos também, vagas reservadas para alunos surdos que têm a oportunidade de cursar Letras Libras por meio do Programa UFGInclui. No entanto, estamos cientes que o caminho ainda é longo e as expectativas das pessoas que precisam desse apoio, enorme.

A UFG ainda não possui, por exemplo, reserva de vagas para estudantes em outros cursos ou com outras deficiências e, além disso, sabemos que é preciso melhorar muitos pontos da acessibilidade física na universidade, mas o principal obstáculo não é a estrutura, mas, sim, o preconceito. É preciso que o tema deixe de ser temido pela comunidade universitária. Nesta edição, o Jornal UFG traz uma reportagem e uma entrevista sobre o tema, levantando os principais desafios e procura saber como a universidade vem construindo caminhos para auxiliar as pessoas com deficiência.

Há também outros temas relevantes nesta edição. A mesa-redonda, realizada em parceria com a TV UFG, discute o problema da gestão dos recursos hídricos no país e em Goiás. Entre os questionamentos levantados estão a falta de ações para evitar problemas como o desmatamento e o uso dos recursos hídricos para o agronegócio, além da necessidade de educar a população para a nova realidade hídrica do país.

Em outra reportagem, o Jornal UFG apresenta uma pesquisa da Faculdade de Enfermagem que pode contribuir muito para um tema de saúde pública: a amamentação. Mesmo com diversas campanhas e a crescente conscientização, o Brasil ainda tem uma baixa taxa de amamentação. Entre os problemas que podem atrapalhar o processo estão o trauma mamilar, devido à dificuldade inicial de estabelecer a amamentação. A pesquisa analisa o uso da concha de amamentação (um pequeno disco acrílico que protege o mamilo do contato com as roupas) e o próprio leite materno como tratamento do trauma mamilar.

Começamos o ano trazendo ao debate temas desenvolvidos na universidade e que possam contribuir para o crescimento de nossa sociedade. Dessa forma, reiteramos mais uma vez, que estamos abertos a sugestões de assuntos que possam contribuir para essas discussões. Participe da construção do Jornal UFG!

*Coordenadora de Imprensa da Ascom

Fonte : Ascom UFG

Categorias : Acessibilidade editorial

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