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ARTIGO: Compreender e enfrentar a violência

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Publicação da Assessoria de Comunicação da Universidade Federal de Goiás 
ANO VII – Nº 69 – Novembro/Dezembro– 2014

ARTIGO: Compreender e enfrentar a violência

Texto: Dijaci David de Oliveira* e Dione Antonio de Carvalho de S. Santibanez** | Fotos: Carlos Siqueira e Divulgação

Artigo Dijaci David   Artigo Dione Antonio

A violência está inscrita em todas as esferas sociais em maior ou menor escala. Dessa forma, podemos afirmar que não existem ambientes livres da prática de violência. Contudo, embora ela esteja em todos os lugares, podemos criar mecanismos para que sua manifestação seja mais ou menos controlada. Para tanto, isso demanda que se conheça as razões de sua manifestação, ou seja, o que motiva as práticas violentas.

Nas eleições atuais, no campo da segurança, observamos que muitos candidatos têm apresentado propostas absurdas e mirabolantes. Entre as proposições temos a pena de morte, a castração química e a redução da maioridade penal como formas de enfrentamento da violência. Essas promessas absurdas ou são lançadas para “fisgar” eleitores distraídos ou mal informados, ou são feitas sem nenhum compromisso social. Podemos afirmar isso, pois, onde se aplicou essas propostas, não se verificou o efeito esperado.

Para fugir da promessa vazia, o ideal é que enfrentemos o problema de modo inteligente, com persistência e ampla participação da sociedade. Precisamos de envolvimento das diferentes instituições de segurança pública, contando com o cumprimento de seus diferentes papéis e reforçando o respeito à cidadania e aos Direitos Humanos. Para colocarmos as políticas de enfrentamento à violência nesse patamar, devemos aprofundar o conhecimento acerca do problema que queremos solucionar. É necessário que identifiquemos os elementos que envolvem a criminalidade e determinados grupos sociais. A partir de um quadro mais elaborado, saberemos como agir para inibir ou mesmo eliminar certos tipos de violência. Enfim, precisamos pesquisar para compreender.

Como dissemos, a violência está em todos os lugares, e, ainda que o câmpus esteja entre os lugares mais seguros do Estado de Goiás, presenciamos algumas práticas de violência dentro da Universidade Federal de Goiás (UFG). O problema chamou a atenção da Reitoria e também do Núcleo de Estudos em Criminalidade e Violência (Necrivi), que buscam compreender mais sobre as práticas de violência dentro da universidade. Para tanto, os membros do grupo estão levantando todos os dados sobre ocorrências registradas pela seção de vigilância da UFG, fazendo análise qualitativa das percepções e dos sentimentos de insegurança na comunidade universitária e estudo exploratório de modelos de segurança efetivados por outras Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). De modo geral, o estudo pretende elucidar quais seriam os tipos de conflito recorrentes na UFG, evidenciando as situações em que eles se manifestam de forma violenta.

Um dos objetivos dessa pesquisa é contribuir diretamente para a elaboração de uma política de segurança em nossa universidade. A partir dos resultados apontados pelo estudo, unidades acadêmicas, Pró-Reitorias, centros acadêmicos e demais órgãos e entidades da UFG poderão fundamentar propostas de um modelo de segurança, em que os diversos tipos de violência sejam considerados. Dessa forma, a respectiva pesquisa será um importante instrumento para subsidiar a reflexão acerca do tipo de segurança que queremos para os câmpus. Esperamos que possamos contribuir para a elaboração de uma política de segurança para a UFG, que proporcione um ambiente mais livre e estimulante para todos. Para saber mais a respeito da pesquisa, entrem em contato pelo e-mail necrivi@gmail.com.

* Diretor da Faculdade de Ciências Sociais (FCS)

** Coordenador do Núcleo de Estudos da Criminalidade e Violência (Necrivi)

Categorias : artigo violência

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